segunda-feira, 31 de março de 2008


*Por onde andei - Nando Reis*
Desculpe estou um pouco atrasado
Mas espero que ainda dê tempo
De dizer que andei errado e eu entendo
As suas queixas tão justificáveis
E a falta que eu fiz nessa semana
Coisas que pareceriam óbvias até pr'uma criança

Por onde andei enquanto você me procurava
Será que eu sei que você é mesmo tudo aquilo que me faltava

Amor eu sinto a sua falta
E a falta é a morte da esperança
Como um dia que roubaram seu carro
Deixou uma lembrança
Que a vida é mesmo coisa muito frágil
Uma bobagem uma irrelevância
Diante da eternidade do amor de quem se ama

Por onde andei enquanto você me procurava
E o que eu te dei foi muito pouco ou quase nada
E o que eu deixei algumas roupas penduradas
Será que eu sei que você é mesmo tudo aquilo que me faltava
Amor eu sinto a sua falta
E a falta é a morte da esperança
Como um dia que roubaram seu carro
Deixou uma lembrança
Que a vida é mesmo coisa muito frágil
Uma bobagem uma irrelevância
Diante da eternidade do amor de quem se ama

Por onde andei enquanto você me procurava
E o que eu te dei foi muito pouco ou quase nada
E o que eu deixei algumas roupas penduradas
Será que eu sei que você é mesmo tudo aquilo que me faltava

Por onde andei enquanto você me procurava
E o que eu te dei foi muito pouco ou quase nada
E o que eu deixei algumas roupas penduradas
Será que eu sei que você é mesmo tudo aquilo que me faltava

sábado, 29 de março de 2008

Codinome beija-flor - Cazuza
Pra que mentir
Fingir que perdoou
Tentar ficar amigos sem rancor
A emoção acabou
Que coincidência é o amor
A nossa música nunca mais tocou
Pra que usar de tanta educação
Pra destilar terceiras intenções
Desperdiçando o meu mel
Devagarinho, flor em flor
Entre os meus inimigos, beija-flor
Eu protegi teu nome por amor
Em um codinome, Beija-flor
Não responda nunca, meu amor (nunca)
Pra qualquer um na rua, Beija-flor
Que só eu que podia
Dentro da tua orelha fria
Dizer segredos de liquidificador
Você sonhava acordada
Um jeito de não sentir dor
Prendia o choro e aguava o bom do amor

domingo, 9 de março de 2008


Não existe uma pessoa certa pra gente.Existe uma pessoa que se você for parar pra pensar é, na verdade, a pessoa errada.Porque a pessoa certa faz tudo certinho!Chega na hora certa,fala as coisas certas,faz as coisas certas, mas nem sempre a gente tá precisando das coisas certas.Aí é a hora de procurar a pessoa errada.A pessoa errada te faz perder a cabeça,perder a hora,morrer de amor...A pessoa errada vai ficar um dia sem te procurar que é pra na hora que vocês se encontrarema entrega ser muito mais verdadeira.A pessoa errada,é na verdade,aquilo que a gente chama de pessoa certa.Essa pessoa vai te fazer chorar,mas uma hora depois vai estar enxugando suas lágrimas.Essa pessoa vai tirar seu sono.Essa pessoa talvez te magoe e depois te enche de mimos pedindo seu perdão.Essa pessoa pode não estar 100% do tempo ao seu lado,mas vai estar 100% da vida dela esperando você.Vai estar o tempo todo pensando em você.A pessoa errada tem que aparecer pra todo mundo, porque a vida não é certa.Nada aqui é certo!O que é certo mesmo, é que temos que viver cada momento,cada segundo,amando,sorrindo,chorando,emocionando,pensando, agindo,querendo,conseguindo...E só assim, é possível chegar àquele momento do dia em que a gente diz: "Graças à Deus deu tudo certo"Quando na verdade, tudo o que Ele quer é que a gente encontre a pessoa erradapra que as coisas comecem a realmente funcionardireito pra gente...

Luis Fernando Veríssimo

sábado, 8 de março de 2008

Parabéns a nós mulheres:

Que choramos,

que amamos,

que lutamos pelos nossos direitos,

que se arrependemos,

que somos mães,

que somos filhas,

que somos boas esposas,

que somos disputadas solteiras,

que sofremos,

que batalhamos,

que enlouqueçemos a cabeça dos homens,

que erra,

que aprende com os erros,

que se orgulha de si mesmo,

que as vezes se odeia,

e que todo sempre se ama.

Fazemos tudo isso de queixo erguido,pois somos acima de tudo:

MULHERES

Tem dias que agente já acorda triste e nem sabe o porque, vindo da minha alma, não duvido que ela não saiba as razões. Nem eu mesma posso explicar, a única coisa gratificante nisso é saber que ainda existe alguém pra me fazer sentir real, verdadeiramente viva.

sexta-feira, 7 de março de 2008


Luxúria - Lama

Não, não dá mais tantas voltas não
se chicoteia assim por qualquer perdão
todo esse teatro não impressiona
por maior que seja sua recompensa
Não se importe tanto assim
com sua imagem decadente enfim
nada adianta depois se lamentar
por maior que seja sua displiscência
Volta ou vai embora meu amor
sem ameaças ensaiadas na frente do espelho
o caminho mais fácil
nem sempre é melhor que da dor
Dê uma chance pra vida te mostrar
um jeito menos doloroso de se despedir
não seja assim tão dura com as palavras
lave bem suas mãos antes de se decidir
tira essa lama das botas
antes de me dar as costas
Não, não dê tantas voltas não
se chicoteia assim por qualquer perdão
todo esse teatro não impressiona
por maior que seja sua recompensa
Não se importe tanto assim
com sua imagem decadente enfim
nada adianta depois se lamentar
por menor que seja sua displiscência
Volta ou vai embora meu amor
sem ameaças ensaiadas na frente do espelho
o caminho mais fácil
nem sempre é melhor que da dor
Dê uma chance pra vida te mostrar
um jeito menos doloroso de se despedir
não seja assim tão dura com as palavras
lave bem suas mãos antes de se decidir
tira essa lama das botas
antes de me dar as costas.

O coveiro

Uma tarde de abril suave e pura
Visitava eu somente ao derradeiro Lar;
tinha ido ver a sepultura
De um ente caro, amigo verdadeiro.
Lá encontrei um pálido coveiro
Com a cabeça para o chão pendida;
Eu senti a minh'alma entristecida
E interroguei-o:
"Eterno companheiro Da morte,
que matou-te o coração?"
Ele apontou para uma cruz no chão,
Ali jazia o seu amor primeiro!
Depois, tomando a enxada gravemente,
Balbuciou, sorrindo tristemente:
- "Ai! Foi por isso que me fiz coveiro!"
(Augusto dos Anjos)